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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aprender a ler

Para aprender a ler, é preciso estar integrado a um grupo heterogêneo que realmente utiliza a escrita ( ou seja, aprender a ler lendo): a leitura é uma função social. (Foucambert, 1994, p.70)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Livros mais lidos em 2009

Livros mais lidos em 2009

 1
A Cabana
William Young SEXTANTE
 1
Comer, Rezar, Amar
Elizabeth Gilbert OBJETIVA
 1
O Código da Inteligência
Augusto Cury THOMAS NELSON BRASIL
 2
Eclipse
Stephenie Meyer INTRÍNSECA
 2
Mentes Perigosas
Ana Beatriz Barbosa Silva FONTANAR
 2
Vencendo o Passado
Zibia Gasparetto VIDA & CONSCIÊNCIA
 3
Crepúsculo
Stephenie Meyer INTRÍNSECA
 3
Marley & Eu
John Grogan PRESTÍGIO
 3
Quem Me Roubou de Mim?
Fábio de Melo CANÇÃO NOVA
 4
Lua Nova
Stephenie Meyer INTRÍNSECA
 4
Uma Breve História do Mundo
Geoffrey Blainey FUNDAMENTO
 4
O Monge e o Executivo
James Hunter SEXTANTE
 5
Amanhecer
Stephenie Meyer INTRÍNSECA
 5
1808
Laurentino Gomes PLANETA
 5
Cartas entre Amigos
Fábio de Melo e Gabriel Chalita EDIOURO
 6
O Vendedor de Sonhos
Augusto Cury ACADEMIA DE INTELIGÊNCIA
 6
Uma Breve História do Século XX
Geoffrey Blainey FUNDAMENTO
 6
A Arte da Guerra
Sun Tzu VÁRIAS EDITORAS
 7
O Símbolo Perdido
Dan Brown SEXTANTE
 7
Gomorra
Roberto Saviano BERTRAND BRASIL
 7
A Cabeça de Steve Jobs
Leander Kahney AGIR
 8
Leite Derramado
Chico Buarque COMPANHIA DAS LETRAS
 8
O Clube do Filme
David Gilmour INTRÍNSECA
 8
Nunca Desista de Seus Sonhos
Augusto Cury SEXTANTE
 9
O Menino do Pijama Listrado
John Boyne COMPANHIA DAS LETRAS
 9
1001 Filmes para Ver Antes de Morrer
Steven Jay Schneider SEXTANTE
 9
Casais Inteligentes
Enriquecem Juntos
Gustavo Cerbasi GENTE
 10
O Vendedor de Sonhos e a
Revolução dos Anônimos

Augusto Cury ACADEMIA DE INTELIGÊNCIA
 10
Dewey
Vicki Myron e Bret Witter GLOBO
 10
Por que os Homens Amam
as Mulheres Poderosas?
Sherry Argov SEXTANTE
 11
A Menina que Roubava Livros
Markus Zusak INTRÍNSECA
 11
O Andar do Bêbado
Leonard Mlodinow JORGE ZAHAR
 11
O Segredo
Rhonda Byrne EDIOURO
 12
O Caçador de Pipas
Khaled Hosseini NOVA FRONTEIRA
 12
Honoráveis Bandidos
Palmério Dória GERAÇÃO
 12
Os Segredos da Mente Milionária
T. Harv Eker SEXTANTE
 13
A Cidade do Sol
Khaled Hosseini NOVA FRONTEIRA
 13
Mentes Inquietas
Ana Beatriz Barbosa Silva FONTANAR
 13
Gêmeas - Não Se Separa o que a Vida Juntou
Mônica de Castro VIDA & CONSCIÊNCIA
 14
Anjos e Demônios
Dan Brown SEXTANTE
 14
Fazendo as Malas
Danuza Leão COMPANHIA DAS LETRAS
 14
Encontre Deus na Cabana
Randal Rauser PLANETA
 15
O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry AGIR
 15
Resistência
Agnès Humbert NOVA FRONTEIRA
 15
Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
Stephen Covey BEST SELLER
 16
Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Stieg Larsson COMPANHIA DAS LETRAS
 16
Chico Buarque - Histórias de Canções
Wagner Homem LEYA BRASIL
 16
Eles Continuam entre Nós
Zibia Gasparetto VIDA & CONSCIÊNCIA
 17
Diários do Vampiro 1 - O Despertar
L.J. Smith RECORD
 17
Mais Você - 10 Anos
Ana Maria Braga GLOBO
 17
O Poder do Agora
Eckhart Tolle SEXTANTE
 18
Marcada
P.C. Cast e Kristin Cast NOVO SÉCULO
 18
Jornal Nacional - Modo de Fazer
William Bonner GLOBO
 18
Espíritos entre Nós
James van Praagh SEXTANTE
 19
A Hospedeira
Stephenie Meyer INTRÍNSECA
 19
Revolução na Cozinha
Jamie Oliver GLOBO
 19
O Ciclo da Autossabotagem
Stanley Rosner e Patricia Hermes BEST SELLER
 20
O Leitor
Bernhard Schlink RECORD
 20
Guinness World Records 2010
Vários Autores EDIOURO
 20
Confidencial
Costanza Pascolato JABOTICABA
[Photo]
Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense; Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau: Livrarias Catarinense; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano; Campinas: Cultura, Fnac, Laselva, Siciliano; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Siciliano; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva, Siciliano; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano; Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva, Siciliano; Governador Valadares: Leitura; Ipatinga: Leitura; João Pessoa: Siciliano; Joinville: Livrarias Curitiba; Juiz de Fora: Leitura; Jundiaí: Siciliano; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró: Siciliano; Natal: Siciliano; Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Petrópolis: Nobel; Piracicaba: Nobel; Porto Alegre: Cultura, Fnac, Livrarias Porto, Saraiva, Siciliano; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler, Siciliano; Rio Claro: Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Siciliano, Travessa; Salvador: Saraiva, Siciliano; Santa Bárbara d’Oeste: Nobel; Santo André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, Siciliano; São Vicente: Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano; Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano, Submarino

Revista VEJA

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Livros mais vendidos

Os 5 mais vendidos - Ficção:
1) A Cabana - William Yaoung
2) Amanhecer- Stephaenie Meyer
3) Lua Nova -Stephaenie Meyer

4) Eclípse- Stephaenie Meyer

Os 5 mais vendidos - Não-ficção:

1) Honoráveis Bandidos- Palmério Dória
2) Mentes Perigosas-Ana Beatriz Barbosa Silva
3) Comer,Rezar e Amar-Elizabeth Gilbert
4) Nunca Antes na História Deste País - Marcelo Tas
5) O Andar do Bêbado - Leonard Miodnow
(Fonte: Revista Veja)

sábado, 19 de setembro de 2009

Livros no twitter

Clássicos da literatura recriados no Twitter viram livro

Posted: 18 Sep 2009 12:27 PM PDT



A matéria saiu no O Globo online hoje à tarde sobre o twitterliterature e diz o seguinte: "Lord Byron deve estar furioso. Hemingway indignado. Austen irritada. Mas o inevitável aconteceu: seus textos foram recriados no Twitter e serão publicados em um livro que reúne mais de 60 clássicos da literatura reescritos no microblog.



Foi uma sensação no mercado editorial quando a editora Penguin anunciou que comprou os direitos para o livro "Twitterature", no qual dois estudantes universitários adaptaram para o Twitter de "Medea" a "Madame Bovary".



O livro só deve ser lançado na Inglaterra em 5 de novembro, mas uma cópia de serviço foi vista pelo "The Guardiam".



Romeu tuíta seu lamento de morte: "O, sou um joguete do destino. Talvez só uma ferramenta. E então eu morro. Qual era a mulher que eu estava afim antes de Julieta? Teria sido uma aposta mais segura".



Sherlock Holmes diz: "Investigação continua. Deduzi coisas brilhantes a partir de poucas evidências. Percebeu restos de sal nos sapatos do dono da fábrica?".



O jovem Werther de Goethe sofre: "Já disse o quanto estou chateado? Estou muito chateado. #pain #angst #suffering #sexdep."



Elizabeth Bennet, protagonista de "Orgulho e preconceito" de Jane Austen, diz: "Quanto menos ele parece se importar comigo, mas atraída me sinto. Não parece o oposto do que deveria ser?"



Os autores dizem que o livro não deve ser visto como uma espécie de guia para a leitura de clássicos."



Diferente do trabalho acima destacado pelo O Globo, a autora

está fazendo um trabalho bem legal ao usar o Twitter para resumir os livros de Austen. Laurie é minha amiga virtual há algum tempo, é autora dos livros: Confessions of a Jane Austen Addict e Rude Awakenings of a Jane Austen Addict, já mencionados aqui no blog. Laurie escreveu todo o livro Persuasão no Twitter, tentou resumir em 140 caracteres passagens dos livro. Atualmente ela está escrevendo Abadia de Northanger. Vale à pena seguí-la e ter um resuminho do livro todo momento que ela publica no twitter.



Aqui vai a mensagem de Laurie no Twitter hoje: Northanger Abbey: "Particularly well…my sister has often trusted me in the choice of a gown. I bought one for her the other day."

Do JANE AUSTEN CLUB

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Livros que os jovens lêem


Literatura

Ficções de sucesso
Saiba quais são os livros mais vendidos na cidade entre os jovens. Gossip Girl está na lista

Paula Lima da Redação e Thadeu Braga
especial para O POVO
13 Nov 2008 - 01h00min

A+ A- Mudar tamanho
Imprimir Corrigir Permitam-se a viagem. Saiam por aí e tenham coragem para entrar onde não foram chamados, conhecer vampiros, dizer não às drogas, presenciar vexames e, claro, se apaixonar. Calma! Não estamos pregando maus valores, esses são apenas alguns dos enredos pelos quais os livros mais vendidos na cidade, entre os jovens, irão conduzir quem encarar a aventura de ler títulos como Crepúsculo, de Stephenie Meyer, O Diário da Princesa, de Meg Cabot, As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis, Vampiro Rei, de André Vianco, Deltora Guest, de Emily Rodda e por aí vai.

A reportagem do O POVO percorreu quatro livrarias da cidade - Nobel, Siciliano, Lua Nova e Livro-técnico - para saber de que tipo de leitura a galera que tem entre 12 e 20 anos está atrás. Os vendedores revelaram os livros mais vendidos aos jovens e apontaram um novo cenário da literatura "teen": Harry Potter continua sendo um sucesso, mas como o bruxinho de J.K. Rowling cresceu, ou melhor, prosperou, outras histórias estão despertando o interesse, como Crepúsculo e Deltora Guest. E quem pensa que a faixa etária que se encanta com essas ficções está restrita ao mundo teen engana-se. Livros recém-lançados como Crepúsculo e Lua Nova, por exemplo, atingem uma faixa etária que chega a ultrapassar os 30 anos, assim como Marley & Eu, John Grogan, e A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak. Os temas nem de longe são bobinhos ou água-com-açúcar. As séries O Diário da Princesa e Gossip Girl,Cecily von Ziegesar, ámostram que ter 15 anos nem sempre é um conto de fadas e que assuntos como drogas, álcool, traições e sexo fazem parte do cotidiano. O sucesso desses livros é tanto que a maioria já ganhou adaptações para o cinema (As Crônicas de Nárnia, Crepúsculo, O Diário da Princesa, Harry Potter, Marley & Eu) ou para a televisão, como a famosa série Gossip Girl.

A receita não é difícil de desvendar: misturam-se aventuras, vampiros, bruxos ou seres de outro mundo em clima de romance, às vezes comédia, e muita adrenalina. O resultado são ficções viciantes o suficiente para ler de uma só vez. E ler é o que grande parte dos jovens mais gosta de fazer. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, divulgada este ano, os jovens são os que mais lêem no País. áDos 95,6 milhões de leitores no Brasil, 39% estão na faixa etária de 5 a 17 anos e outros 14% possuem entre 18 e 24 anos. O público entre 11 e 13 anos chega a ler 8,6 livros por ano. O volume entre os leitores de 5 a 10 anos é de 6,9 livros por ano. No mesmo período, os brasileiros de 14 a 17 anos lêem em média 6,6. E (desculpem, meninos!) o estudo mostra que as mulheres lêem mais que os homens - 5,3 contra 4,1 livros por ano.

O Buchicho Teen apresenta a lista dos livros mais vendidos e procurados na cidade, que figuram também em listas como a da revista Veja, Época, do site Submarino.com, Americanas.com. E diz por que vale a pena embarcar na viagem desses clássicos ou contemporâneos autores.

Os livros

A Menina que roubava livros, de Markus Zusak, Editora Intrínseca, preço médio R$ 21,50.
A história foi inspirada nas conversas que o autor, um australiano de apenas 31 anos,áouvia de seus pais sobre a infância na Alemanha - a ascensão de Hitler, o fanatismo nazista e o Holocausto. Quem narra é ninguém menos que a própria Morte,que é a menina Liessel. A linguagem poética emociona e o incomodo que provoca é o responsável por despertar sentimentos nobres sobre a existência humana. Páginas para rir e para chorar.
Diário da Princesa, de Meg Cabot, Editora Record, Preço médio R$ 21,90.
Ao todo são 11 livros da série e dois longas-metragens em que a atriz Anne Hathaway vive Mia, a princesa protagonista das histórias.
Vale a pena ler porque Mia conta com todo bom humor sobre as nóias que toda menina tem. Depois de descobrir ser herdeira de um reino na Europa, ela vai viver como princesa, mas enfrenta as mais hilárias e difíceis situações.
Crepúsculo, de Stephenie Meyer, Editora Íntrinseca, Preço médio R$ 31,90.
A história de amor entre uma humana e um vampiro é desenrolada em quatro volumes da série originalmente chamada de Twilights. No Brasil o segundo volume, Lua Nova, chegou mês passado e as outras edições devem chegar por aqui em 2009.
Vale a pena ler porque é inevitável se apaixonar pelo casal que se ama, mas não pode ficar junto, pelas razões óbvias. Momentos de adrenalina fazem você não largar o livro antes de terminar. Em dezembro estréia nos cinemas a adaptação para os cinemas de Crepúsculo.

Turno da Noite, de André Vianco, Editora Novo Século, Preço médio (volume único) R$ 59,90.
O Turno da Noite é uma trilogia em que vampiros recém-trazidos para a vida noturna são atraídos por um vampiro ancião, que vive em São Paulo, chamado Ignácio. Ele oferece proteção e ensinamentos para os novatos em troca de suas habilidades para lutar contra o crime organizado.

Nessa eletrizante saga, vampiros, lobisomens e anjos se misturam num conflito envolvendo muita ação e mistério, que vai te envolver do começo ao fim. Passagens de prender o fôlego misturam terror e aventura no Brasil, já que o autor é brasileiro.

As crônicas de Nárnia, de Editora Martins Fontes, Preço médio (volume único) R$ 52,60.
A série de livros As crônicas de Nárnia,publicada nos anos 50, já ganhou adaptações para o rádio, teatro, televisão e cinema, narra as aventuras de uma terra fictícia chamada Nárnia, onde animais podem falar e pensar e criaturas mitológicas aparecem em todo lugar.

Recomendamos você entrar nesse universo de Nárnia porque aguça sua imaginação e faz você viajar por diversos mundos paralelos. Uma temática excelente para quem gosta de jogos RPG.

Deltora Guest, de Emily Rodda, Editora Fundamento, Preço Médio R$ 24,80
A série de fantasia tem 15 livros publicados e conta as aventuras de três companheiros enquanto viajam através da terra mágica de Deltora. A autora se baseou na estrutura de um video-game para criar a terra, após ter assistido um partida de suas crianças no vídeo-game.

Vale a pena ler porque o mundo imaginário da série é tão detalhista que faz parecer para gente tudo muito real. Legal também é que cada livro inclui mapas, ilustrações e diagramas.

Gossip Girl, de Cecily von Ziegesar, Editora Record, Preço médio R$ 25.
É uma série de 12 livros que conta detalhes da vida de jovens da elite de Nova Iorque. A história é narrada por uma misteriosa blogueira que conta o dia-a-dia dos personagens em seu endereço eletrônico. Com um universo de romances, intrigas, fofocas e consumo desenfreado, o livro virou uma série de TV de sucesso exibida, aqui no Brasil, pela Warnel Channel.

Vale a pena você ler porque ler sempre é bom e também porque serve de referência, já que o universo dessas garotas se resume apenas em futilidade, inveja e arrogância. Tudo bem, que dá para se divertir com as histórias que sempre misturam traição, fofocas e muito luxo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

texto/leitura

Postado por Galeno Amorim - 21h48
Imagens de Leitura






A família em torno dos livros
Imagem de Ziraldo
Local: Brasília (DF)

Nenhuma criança brasileira vai crescer sem saber ler! Ou sem gostar de ler! A promessa, gravada em letras garrafais na imagem ao lado, vem logo na capa de uma cartilha lançada pelo Ministério da Educação (MEC). O material, ilustrado pelo cartunista Ziraldo, tem linguagem simples e direta e convoca as famílias a se envolver na educação das crianças. Entre as dicas que ela traz, diz que antes de aprender qualquer outra coisa nossas crianças devem aprender a ler, escrever e contar. E que os pais podem participar com dicas para que elas aprendam a gostar de ler. E também lendo para e com os seus filhos. As cartilhas serão distribuídas a famílias de todo o país.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Umberto Eco

Os livros que não lemos

Umberto Eco

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Revista EntreLivros - Outubro/2007

Lembro-me (mas, como veremos, isso não significa que eu me lembre direito) de um belíssimo artigo de Giorgio Manganelli, no qual ele explicava como um leitor requintado pode saber que um livro não é para ser lido mesmo antes de abri-lo. Ele não estava se referindo àquela virtude que muitas vezes se exige do leitor profissional (ou ao amador de bom gosto), a de conseguir resolver por algumas palavras iniciais, por duas páginas abertas ao acaso, pelo sumário, não raro pela bibliografia, se um livro vale a pena ou não ser lido. Isso, diria eu, são ossos do ofício. Não, Manganelli se referia a uma espécie de iluminação, da qual, evidente e paradoxalmente, se arrogava o dom.

Como falar dos livros que não lemos?, de Pierre Bayard, psicanalista e docente universitário de literatura, não trata de como saber se devemos ler um livro ou não, mas de como se pode falar tranqüilamente de um livro que não se leu, mesmo de professor para estudante, e mesmo em se tratando de um livro de importância extraordinária. Seu cálculo é científico: os acervos das boas bibliotecas contêm alguns milhões de volumes, e mesmo que leiamos um volume por dia, leríamos apenas 365 livros por ano, 3.600 em dez anos, e entre dez e 80 anos teríamos lido apenas 25.200 livros. Uma inépcia. Aliás, quem quer que tenha tido uma boa educação secundária sabe perfeitamente que pode acompanhar um raciocínio sobre, digamos, Bandello, Boiardo, inúmeras tragédias de Alfieri e até sobre As confissões de um italiano [de Ippolito Nievo] tendo aprendido sobre eles apenas o título e a classificação crítica na escola.

O ponto crucial, para Bayard, é a classificação crítica. Ele afirma, sem o menor pudor, que nunca leu o Ulisses de Joyce, mas que pode falar sobre ele aludindo ao fato de que se trata de uma retomada da Odisséia (que ele, aliás, admite não ter lido por inteiro), que se baseia no monólogo interior, que se passa em Dublin em um único dia etc. Assim escreve: “Portanto, em meus cursos acontece com certa freqüência que, sem pestanejar, eu mencione Joyce”. Conhecer a relação de um livro com outros livros não raro significa saber mais sobre ele do que o tendo lido.

Bayard mostra que, quando começamos a ler livros há certo tempo negligenciados, percebemos que conhecemos seu conteúdo porque entrementes havíamos lido outros livros que falavam deles ou se moviam dentro da mesma ordem de idéias. E (assim como faz algumas divertidíssimas análises de textos literários em que se trata de livros nunca lidos, de Musil a Graham Greene, de Valéry a Anatole France) honra-me ao dedicar um capítulo ao meu O nome da rosa, no qual Guilherme de Baskerville demonstra conhecer muito bem o conteúdo do segundo livro da Poética, de Aristóteles, que ainda assim ele tem na mão pela primeira vez, simplesmente por deduzi-lo de outras páginas aristotélicas. Veremos depois, no final dessa Ecco!, que não menciono esta citação por mera vaidade.

A parte mais intrigante desse panfleto, menos paradoxal do que poderia parecer, é que esquecemos uma porcentagem altíssima até daqueles livros que lemos realmente. Aliás, compomos uma espécie de imagem virtual a seu respeito, imagem feita nem tanto do que eles diziam, e sim do que fizeram passar em nossa mente. Por isso se alguém que não leu determinado livro citar para nós passagens ou situações ali inexistentes, somos mais que propensos a acreditar que o livro fala realmente daquilo.

É que Bayard não está tão interessado em que as pessoas leiam os livros alheios, mas antes no fato de que cada leitura (ou não-leitura) tenha de ter um aspecto criativo e que (utilizando palavras simples) em um livro o leitor tenha de colocar, antes de tudo, farinha de seu saco. A ponto de auspiciar uma escola em que – já que falar de livros não lidos é uma maneira para conhecer a si próprios – os estudantes “inventem” os livros que não deverão ler.

Exceto o fato de que Bayard, para mostrar que ao se falar de um livro não lido até quem o leu não percebe as citações erradas, lá pelo final de seu discurso confessa ter introduzido três notícias falsas no resumo de O nome da rosa, de O terceiro homem, de Graham Greene, e de A troca, de David Lodge. O caso divertido é que, ao ler, percebi de imediato o erro sobre Greene, tive uma dúvida a propósito de Lodge, mas não tinha percebido o erro a propósito de meu livro. Isso significa que provavelmente não li direito o livro de Bayard ou então que eu apenas o folheei. Mas a coisa mais interessante é que Bayard não se deu conta de que, ao denunciar seus três (propositais) erros, assume implicitamente que há, dos livros, uma leitura mais correta do que outras – tanto que, dos livros que analisa para sustentar sua tese da não-leitura, dá uma leitura muito minuciosa. A contradição é tão evidente que dá margem à dúvida de que Bayard não tenha lido o livro que escreveu.

Umberto Eco é professor de semiologia da Universidade de Bolonha, na Itália, e autor, entre outros, de A misteriosa chama da rainha Loana, Baudolino, O nome da rosa e o pêndulo de Foucault
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