terça-feira, 28 de abril de 2009

Carta Aberta




Carta aberta aos jornalistas brasileiros
22 de abril de 2009
Por Arnaldo Jabor (*)

Prezados jornalistas,

Escrevo estas mal traçadas linhas porque não suporto mais ver vocês perdendo tempo ao criticar o Senado e a Câmara. Está na hora de alguém (no caso, eu) mostrar como vocês são ingênuos, esquemáticos e (por que não dizê-lo?) burros. Ficam reclamando nos jornais e TV que os parlamentares têm verbas sem fim, dezenas de assessores, notas fiscais falsas, aviões para as amantes, roubalheiras com empreiteiras e outras minúcias. Vocês, jornalistas, não entenderam ainda que o mundo de um deputado ou senador é diferente do mundo humano? Vocês não sabem o que é a mente de um deputado.

Nós somos escolhidos entre os mais espertos dentre os mais rombudos e boçais. A estupidez nos fornece uma estranha forma de inteligência, uma rara esperteza para golpes sujos e sacos puxados. Nós somos fabricados entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais, em conluios perdidos nos grandes sertões. Nós somos a covardia, a mentira, a ignorância. Nós somos a torta escultura feita de palha e barro, de gorjetas, de sobras de campanha, de canjica de aniversários e água benta de batismos.

Para nós, "interesse nacional" não existe.

Querem o quê? Que pensemos no interesse de um "grande Outro" que não conhecemos? Ora, poupem-nos! Isso não existe dentro deste Congresso - só na imaginação de um ou outro parlamentar intelectual, que se sente aqui como donzela em puteiro. Estamos aqui para lucrar; se não, qual a vantagem da política? Somos uma frente natural contra o ?progresso?. Defendemos o atraso e a lentidão em todas as siglas, do DEM ao PT e, principalmente, no delicioso paraíso de pecados do PMDB, todos unidos contra o tal "interesse nacional".

Nós temos um tempo diferente do vosso. Sabemos que os brasileiros vivem angustiados, com sensação de urgência. Problema deles: apressadinhos comem cru. Este termo "urgência" quer nos transformar em servidores da sociedade civil. Ela é que nos serve.
Que nos interessa a pressa nacional? Nosso conceito de tempo é outro. É doce morar lentamente dentro dessas cúpulas redondas, não apenas para maracutaias tão "coisas nossas" - é um vago sentimento de poesia brasileira. Queremos saber se nosso curralzinho está satisfeito conosco. Temos o direito de viver nosso mandato com mansidão, pastoreando nossos eleitores, sentindo o frisson dos ternos novos, dos bigodes pintados, das amantes nos contracheques, das imunidades para humilhar garçons e policiais. Detestamos que nos obriguem a ?governar?. Não é preguiça - porque gastamos mil horas em comissões e conchavos -, é por amor ao fixo, ao eterno. E preciso confessá-lo: nós temos a fantasia sexual de ?sermos? a sociedade.

Será que vocês não entenderam ainda que nada nos dobrará? Que nós não combinamos bem com estas cúpulas futuristas do Niemeyer, pois só pensamos em preservar o passado? Futuro para nós é mais grana no bolso e mais "pudê", sempre. Será que vocês não sacaram ainda que nós não estamos na Câmara de Londres, nem na França ou USA? Nossa única "democracia" é um vago amor pelos amigos, uma poética queda para a camaradagem, a troca de favores, sempre com gestos risonhos, abraçando-nos pela barriga, na doce pederastia de uma sociedade secreta. Vocês não imaginam a delícia de serem chamados de "canalhas", o prazer de sentir-se superior a xingamentos, superior à ridícula moralidade de classe média. Nossa única moralidade é vingar-nos de inimigos, cobrar lealdade dos corruptores ativos, exigir pagamentos de propina em dia. Vocês não conhecem a ventura de chegar em casa, com os filhinhos vendo TV, com a grana quentinha no bolso - uma propina gorda de empreiteira. Vocês não sabem o que é bom...

Me dá muito prazer também, escribazinhos de jornal e tagarelas da TV, me dá grande volúpia rir de vossos rostos retorcidos, no afinco de achar o adjetivo que poderia nos desmascarar... Nada nos atinge.

Vocês são uns rancorosos... Têm inveja de nossos privilégios e imunidades, têm inveja de nosso cinismo, de nossa invulnerabilidade.

Às vezes, até acho que fazemos um desafio proposital ao desejo golpista de muitos, para ver até onde os defensores de uma nova ditadura aguentarão nossa falta de vergonha. Por vezes, alguns fracotes têm uns "frissons" de responsabilidade, uns discursos mais acesos, mas tudo se dilui na molenga rotina dos quóruns, nas piadas dos saguões, nas coxas de uma secretária que passa.

O Lula já entendeu tudo... Ele é mais inteligente que vocês. Ele sacou que não adianta nos contestar. Por isso, ele nos usa gostosamente para seus fins pessoais... Grande Lula! Que bem que ele nos fez... Lula nos fez florescer como nunca antes neste país, desde Cabral...

Nós nos refazemos como rabo de lagarto; vejam o Renan, líder do PMDB, vejam Collor, Roriz, Lobões, Maluf, todos regidos pelo grande timoneiro do atraso, o eterno Sarney.

Ouso mesmo dizer que estamos até defendendo uma cultura! O país não se governa apenas por novos slogans da moda; um país são séculos de hábitos e cacoetes sagrados. Vocês sabem o que é a beleza do clientelismo? Sabem o que são séculos de formação ibérica, onde um amigo vale mais que a dura impessoalidade dos cruéis saxões? A amizade é mais importante que esta bobagem de interesse nacional! O que vocês chamam de irresponsabilidade e corrupção do Congresso é a resistência da originalidade brasileira, é a preservação generosa do imaginário nacional!

Há em nós a defesa de 400 anos de patrimonialismo!

E tem mais: tentem esculachar o Congresso... Cuidado!

Sereis chamados de "fascistas", de amigos da ditadura...

A democracia é para nós apenas um pretexto para a zorra absoluta.

Ha-ha-ha!!! Que ironia: nós somos o símbolo da liberdade! Ha-ha-ha.....!!!

Vocês me dão pena... Acham que podem nos atingir... somos eternos.

Desistam logo, idiotas...!

Cordialmente,

Fulano, Beltrano e Sicrano.

Diretor-geral do Atraso, o diretor do Departamento do Baixo Clero e o diretor-geral de Negócios Escusos...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lullaby/ canção contra a pedofilia


Essa música é uma das minhas preferidas poque trata da pedofilia. Abaixo a letra original e a tradução:




Lullaby
The Cure

On candystripe legs the spiderman comes
Softly through the shadow of the evening sun
Stealing past the windows of the blissfully dead
Looking for the victim shivering in bed
Searching out fear in the gathering gloom and
Suddenly!
A movement in the corner of the room!
And there is nothing I can do
When I realise with fright
That the spiderman is having me for dinner tonight!

Quietly he laughs and shaking his head
Creeps closer now
Closer to the foot of the bed
And softer than shadow and quicker than flies
His arms are all around me and his tongue in my eyes
"Be still be calm be quiet now my precious boy
Don't struggle like that or I will only love you more
For it's much too late to get away or turn on the light
The spiderman is having you for dinner tonight"

And I feel like I'm being eaten
By a thousand million shivering furry holes
And I know that in the morning I will wake up
In the shivering cold




Canção de Ninar

Com pernas de galeões adocicados
Lá vem o Homem- Aranha
Sorrateiramente pelas sombras de uma tarde de sol
Roubando ao passar pelas janelas a glória do que morreu
Procura a vítima tremendo na cama
Busca pelo medo em sua triste colheita
E de repente um movimento no canto da sala!
E não há nada que eu possa fazer
Quando percebo com terror
Que o Homem-Aranha vai fazer de mim
O seu jantar desta noite

Calmamente ele sorri balançando a cabeça.


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Etiqueta num mundo pós -moderno


Nesse ambiente pré-histórico que virou esse mundo pós-moderno, é bom se diferenciar. Para que não pensem que você é o mais selvagem na selva de pedra, convém seguir instruções mal instruídas:
Em eventual assalto simultâneo a uma mesma vítima, lembre-se de que tem precedência o assaltante que tiver a arma de mais grosso calibre.
Se lançar lixo pela janela do carro em movimento, respeite os princípios básicos da reciclagem: jogue restos orgânicos pelas janelas do lado direito e material seco pelas janelas do lado esquerdo.
Ao depredar orelhões, dê preferência à operadora local.
Quando levar seu cão para passear não esqueça do saco plástico para recolher o cocô do animal nas calçadas e gramados. Se ele não fizer, recolha pelo menos o seu.
Nas pichações residenciais e nos edifícios públicos e comerciais, expresse-se no seu estilo. Mas quando pichar monumentos e prédios tombados, não banque o iletrado: capriche na caligrafia.
Sempre que utilizar o celular em locais impróprios – cinemas, teatros, elevadores, câmaras ardentes –, grite baixinho, sem ultrapassar uma hora de conversação.
Nos casos de atropelamento e fuga, deixe um MP3 tocando Bach para o atropelado.
Ao fumar onde é proibido, nunca fume mais que dois cigarros (ou cigarrilhas ou charutos ou cachimbos) simultaneamente.
Nas vezes em que se julgar mal-atendido em restaurante ou loja, ao demonstrar a sua frustração considere a hierarquia funcional: xingue os empregados, esbofeteie os gerentes, pisoteie os proprietários.
Seja qual for o estabelecimento, não fure filas. Apenas fale bem alto ou tussa na direção da nuca à sua frente, pise o calcanhar, até a desistência dessa pessoa. Repita o procedimento até a eliminação completa da fila. Mas não fure.
Em elevadores lotados, só solte puns oriundos de uma alimentação balanceada, rica em fibras e sem agrotóxicos.
No transporte público, ao sentar-se nos lugares reservados a idosos, pessoas com deficiência e gestantes, antes de determinar-se a permanecer irremovível, sempre argumente que o aviso foi mal redigido, que preferencial não é obrigatório.
Antes de sair escarrando a esmo na via pública, treine adequados pedidos de desculpas para cada tipo de transeunte acertado.

Circulando na internet.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Green Generation


Faça parte da Green Generation!
14 Abr 2009 19:43

No próximo dia 22 de abril comemora-se mais um Dia da Terra. Há 39 anos, a ocasião é marcada com festivais em vários lugares do mundo (veja quem vai participar este ano) que lembram temas como o aquecimento global, a extinção de espécies, os direitos humanos e as condições de vida no planeta.

Este ano, o Dia da Terra ainda marca o início da campanha “The Green Generation” (do inglês, “A geração verde”), que vai durar até o ano que vem, quando será comemorado o 40º Earth Day.

Qualquer um pode fazer parte da causa, participando tanto de atividades individuais quanto coletivas que procurem encontrar soluções para os grandes problemas nacionais e globais, como saúde, educação, mudanças climáticas e a escassez de água.

A campanha aproveita o fato de que este será um ano decisivo para o estabelecimento de uma agenda global contra as mudanças climáticas – a ser fechada em dezembro, em Copenhague – e defende:

- um mundo livre de carbono, baseado em energias renováveis e que ponha fim à nossa dependência de combustíveis fósseis;
- um comprometimento individual para o consumo responsável e sustentável e
- a criação de uma nova economia que tire as pessoas da pobreza por meio da geração de empregos verdes e de um novo sistema de educação verde.

De acordo com a Earth Day Network, os futuristas acreditam que o momento em que vivemos será lembrado como o início de uma nova era, com um novo estilo de viver e de fazer negócios sustentáveis. Para eles, o Earth Day do ano que vem é o marco desta mudança.

Não custa fazer um esforço e entrar para a História...

Extraído do blog planetasustentável

terça-feira, 14 de abril de 2009

Um branco se doeu, o que você acha?


VOCE É BRANCO?
CUIDE-SE!!!




Ives Gandra da Silva Martins*


Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele... Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria!

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este 'privilégio', porque cumpre a lei.

Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.


( *Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Concursos Literários





http://www.concursosliterarios.com.br

Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil

SM faz parte do Grupo SM, fundado há 60 anos, na Espanha, onde é líder de mercado nas áreas de publicações escolares (didáticas e paradidáticas) e de literatura infantil e juvenil. Desde que iniciou suas atividades no Brasil, em agosto de 2004, vem construindo no país um amplo projeto cultural, que envolve publicação de livros de qualidade, intenso suporte ao professor, apoio a pesquisas educativas, avaliação de escolas, e o Prêmio Barco a Vapor, que busca estimular a produção literária infantil e juvenil nacional. 5º Prêmio Barco a Vapor (2009): inscrições abertas. AQUI: http://www.concursosliterarios.com.br


IV Concurso Nacional de Haicais Caminho das Águas
Realização: Grêmio de Haicai Caminho das Águas, Santos /SP. Apoio cultural: Secretaria de Cultura de Santos e SESC /Santos. As inscrições: de 12 de março a 31 de maio de 2009. Informações: pelos telefones: (13) 3021-1604 (13) 3271-3296.

LUKA FREE: Pérolas do vestibular de música

LUKA FREE: Pérolas do vestibular de música

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Conheça Hilda Hist


CANTARES DO SEM-NOME E DE PARTIDAS.

I

Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.

Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.



II

E só me veja


No não merecimento das conquistas.
De pé. Nas plataformas, nas escadas
Ou através de umas janelas baças:
Uma mulher no trem: perfil desabitado de carícias.
E só me veja no não merecimento e interdita:
Papéis, valises, tomos, sobretudos

Eu-alguém travestida de luto. (E um olhar
de púrpura e desgosto, vendo através de mim
navios e dorsos).

Dorsos de luz de águas mais profundas. Peixes.
Mas sobre mim, intensas, ilhargas juvenis
Machucadas de gozo.

E que jamais perceba o rocio da chama:
Este molhado fulgor sobre o meu rosto.



III

Isso de mim que anseia despedida
(Para perpetuar o que está sendo)
Não tem nome de amor. Nem é celeste
Ou terreno. Isso de mim é marulhoso
E tenro. Dançarino também. Isso de mim
É novo: Como quem come o que nada contém.
A impossível oquidão de um ovo.
Como se um tigre
Reversivo,
Veemente de seu avesso
Cantasse mansamente.

Não tem nome de amor. Nem se parece a mim.
Como pode ser isto? Ser tenro, marulhoso
Dançarino e novo, ter nome de ninguém
E preferir ausência e desconforto
Para guardar no eterno o coração do outro.

VII

Rios de rumor: meu peito te dizendo adeus.
Aldeia é o que sou. Aldeã de conceitos
Porque me fiz tanto de ressentimentos
Que o melhor é partir. E te mandar escritos.
Rios de rumor no peito: que te viram subir
A colina de alfafas, sem éguas e sem cabras
Mas com a mulher, aquela,
Que sempre diante dela me soube tão pequena.
Sabenças? Esqueci-as. Livros? Perdi-os.
Perdi-me tanto em ti
Que quando estou contigo não sou vista
E quando estás comigo vêem aquela.


VIII

Aquela que não te pertence por mais queira
(Porque ser pertencente
É entregar a alma a uma Cara, a de áspide
Escura e clara, negra e transparente), Ai!
Saber-se pertencente é ter mais nada.
É ter tudo também.
É como ter o rio, aquele que deságua
Nas infinitas águas de um sem-fim de ninguéns.
Aquela que não te pertence não tem corpo.
Porque corpo é um conceito suposto de matéria
E finito. E aquela é luz. E etérea.

Pertencente é não ter rosto. É ser amante
De um Outro que nem nome tem. Não é Deus nem Satã.
Não tem ilharga ou osso. Fende sem ofender.
É vida e ferida ao mesmo tempo, “ESSE”
Que bem me sabe inteira pertencida.


IX

Ilharga, osso, algumas vezes é tudo o que se tem.
Pensas de carne a ilha, e majestoso o osso.
E pensas maravilha quando pensas anca
Quando pensas virilha pensas gozo.
Mas tudo mais falece quando pensas tardança
E te despedes.
E quando pensas breve
Teu balbucio trêmulo, teu texto-desengano
Que te espia, e espia o pouco tempo te rondando a ilha.
E quando pensas VIDA QUE ESMORECE. E retomas
Luta, ascese, e as mós do tempo vão triturando
Tua esmaltada garganta... Mas assim mesmo
Canta! Ainda que se desfaçam ilhargas, trilhas...
Canta o começo e o fim. Como se fosse verdade
A esperança.



Site Oficial

http://www.hildahilst.com.br

terça-feira, 7 de abril de 2009

Como surgiram os ovos de Páscoa?



Ovo de Páscoa
Ovo de Páscoa

O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã. O hábito de trocar ovos de chocolate surgiu na França. Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.

A tradição de presentear com ovos - de verdade mesmo - é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-os com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Festival de Leitura de Campinas


Campinas tem 1º Festival Internacional de Leitura
Nos moldes de Paraty, evento reúne bons nomes e mesas literárias, entre outras atividades

24/03/2009 - 15:28

EPTV.com - Aray Nabuco


Renata Sunega (ao microfone, no fundo), prefeito, secretários e pró-reitor no lançamento do FilcLançamentos, mesas-redondas, exposição de livros e alguns nomes famosos da literatura compõem a maior parte das atividades do 1º Festival Internacional de Leitura (Filc), que ocorre entre os dias 18 e 26 de abril na Estação Guanabara, em Campinas. O evento, parceria entre a Prefeitura e a Unicamp, teve lançamento oficial nesta quinta-feira (24) com boa parte das atividades já confirmada.

O centenário prédio da antiga estação ferroviária, no bairro Guanabara, administrado pela Unicamp, vai receber estandes de 50 editoras, mostra de curtas-metragens, ambientes temáticos, como tenta musical, infantil ou gastronômica, e sessões de bate-papo com nomes como Moacir Scliar, Fernando Moraes ou Afflonso Romano de Sant’Anna, entre os mais conhecidos.

Quase todos os dias haverá uma mesa literária com discussões sobre temas ligados ao livro e à literatura, como a mesa “Poesia”; “A Literatura e a Leitura Hoje”; “As dimensões históricas do livro” ou a mesa sobre livros de arte, além de mesa com as academias de letras de Campinas – a Campineira, a Campinense e a Maçônica.

Nessas mesas estão os convidados internacionais do Filc, que participam como editores: o francês Jean-François Barrielle, diretor da editora Hazan, especializada em livros de arte, e o argentino Juan Lo Bianco, especialista em editoração de livros de arte. Há ainda a participação do inglês Richard Hingley, da Universidade de Durhan, que participa da mesa “As dimensões históricas do livro”.

Primeiro

Montado nos moldes da Festa Literária de Paraty, o Filc espera receber 140 mil visitantes e conseguir criar ou fortalecer o hábito da leitura. Segundo a coordenadora do projeto, Renata Sunega, foram convidadas mais de 280 editoras – as campineiras não terão estandes próprios, mas devem ter suas obras no festival através de distribuidores.

“Ser o primeiro festival é difícil, você tem que ter credibilidade. Tivemos que fazer um trabalho de convencimento”, conta Renata sobre a participação das editoras, entre elas, as maiores, como Companhia das Letras, Ática ou Saraiva.

Uma das dificuldades é que o Filc não está trabalhando com o cheque-livro, um bom atrativo para as editoras, utilizado em quase todas as feiras de livros. De acordo com Renata, a garantia é a possibilidade de público. “São 9 dias de evento, com 1 feriado no meio. Acreditamos que terá movimento intenso”, diz ela.

A falta de previsão no orçamento de 2009 das secretarias de Cultura e de Educação, unidas na organização do Filc, também exibiu jogo de cintura para trazer grandes nomes sem pagar pró-labore. “Não estamos pagando cachê pra quase ninguém”, afirma Renata.

Ações

Além de incentivar a leitura e oferecer títulos, o Filc terá ações como arrecadação de livros e gibis doados que serão repassados para a Biblioteca Municipal Monteiro Lobato e o ponta-pé inicial para uma gibiteca eletrônica – a idéia, segundo Renata Sunega, é reunir títulos de histórias em quadrinhos, digitalizá-los e dispor em uma biblioteca na internet para ser usada por qualquer interessados e nas redes de ensino.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Depois dizem que loira é burra!



Como é difícil cantar uma loira!

(homem) - Oi gata... Qual é seu telefone?
(LOIRA) - Nokia. E o seu?

(homem) - Uau! Isso aqui é uma calçada ou uma passarela de moda?
(LOIRA) - Hum, agora você me pegou... É que eu não sou daqui. Então não sei te informar...

(homem) - Eu não tiro o olho de você!
(LOIRA) - Ainda bem, né? Senão eu fico cega!

(homem) - Nossa! Eu não sabia que boneca andava!
(LOIRA) - Sério? Nossa, você tá por fora, hein? Já tem até Barbie que anda de bicicleta!

(homem) - Que curvas, hein!
(LOIRA) - Nem me fala... Eu bati o carro 7 vezes pra chegar nessa festa!

(homem) - Esse seu vestido vai ficar lindo jogado no chão do meu quarto!
(LOIRA) - Quer comprar um igual pra fazer um tapete? Eu te indico a loja...

(homem) - Meu coração disparou quando eu te vi!
(LOIRA) - Socorro! Alguém ajude! O moço está tendo um ataque cardíaco!

(homem) - Eu quero o seu amor, gata! (ESSA É A MELHOR)
(LOIRA) - Espera só um pouquinho... Amô-or! Tem um moço aqui querendo você!

(homem) - Quer beber alguma coisa?
(LOIRA) -Ai, que bom que você apareceu, garçom!

(homem) - Me dá seu telefone, vai!
(LOIRA) - Socorro ! Um assalto!
Dicionário inFormal

O dicionário de português gratuito para internet, onde as palavras são definidas pelos usuários.
Uma iniciativa de documentar on-line a evolução do português.
Não deixe as palavras passarem em branco, participe definindo o seu português!


http://www.dicionarioinformal.com.br/

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Sou professora de Língua portuguesa.

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